quarta-feira, 3 de Outubro de 2012

Alguém falou em...ditadura, ainda que sem consenso?


Abdu Mane, Procurador-geral da República, ordenou o fim das intervenções públicas da classe política guineense. A ordem foi tornada pública esta segunda-feira, 1 de Outubro, que visa fundamentalmente os casos relacionados com o golpe de Estado do 12 de Abril.

De acordo com comunicado de imprensa do Ministério Público, o homem «mais forte» desta magistratura já veio avisar que, qualquer político que não obedecer às novas regras da sua instituição, vai ser processado judicialmente. Na sequência destas intenções de Abdu Mane, já foram ouvidos o líder da Sociedade Civil guineense, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins e o Secretário-geral da Confederação-geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau, Filomeno Cabral. Os militares não foram ouvidos no âmbito destes processos.

Os observadores políticos na Guiné-Bissau dizem que se trata de mais um passo de consumação do golpe de Estado, já no sector judicial, em particular, no Ministério Público. A medida vai atingir fundamentalmente a FRENAGOLPE, organização criada após o golpe de Estado que, no entanto, tem continuado a pronunciar-se e a denunciar a acção de golpe de Abril. De referir que Abdu Mane foi uma das pessoas que liderou as marchas de protestos, proferindo várias declarações públicas sobre casos de assassinatos ocorridos no país. PNN