quinta-feira, 31 de Março de 2005

quarta-feira, 30 de Março de 2005

Kumba promete «tomar poder pela força»

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O ex-chefe de Estado guineense Kumba Ialá afirmou hoje à Agencia Lusa que reassumirá o poder no país, caso os tribunais impeçam a sua candidatura às eleições presidenciais marcadas para 19 de Junho próximo. Sem especificar como, Kumba Ialá afirmou que está preparado para reassumir a presidência da República, logo que tenha indicações do Tribunal Regional de Bissau (TRB) que foi indeferido o seu pedido de impugnação do acto de renúncia ao poder, assinado no seguimento do golpe de Estado de 14 de Setembro de 2003."Se houver qualquer tentativa de impedimento da minha candidatura, a única decisão que eu vou tomar é assumir imediatamente a Presidência da República e revogar a carta da renúncia", disse Ialá.
Instado a ser mais preciso quanto à alegada intenção de reassumir a presidência da República, Kumba Ialá limitou-se a responder que estava a falar "muito a sério". Há cerca de três semanas, um colectivo de advogados, liderado pelo ex-Procurador-Geral da República (PGR) e também antigo primeiro-ministro Caetano Intchamá, depositou no TRB um processo impugnatório, pedindo a anulação da carta de renúncia assinada por Kumba Ialá. O colectivo justifica o pedido de impugnação pelo facto de Kumba Ialá ter sido "coagido" pelos militares a assinar a renúncia aquando do golpe de Estado.À luz da Constituição da Guiné-Bissau, o presidente que tenha renunciado ao poder não poderá concorrer durante os cinco anos seguintes a qualquer cargo elegível.
"Até ao momento, nunca me pronunciei sobre este assunto da renúncia. Mas, como o golpe ocorreu já lá vai um ano e alguns meses e não houve nenhuma explicação real sobre o que levou a que isso acontecesse, considero que foi um acto infeliz", frisou Kumba Ialá, escolhido no sábado passado como candidato às presidenciais do Partido da Renovação Social (PRS, principal força da oposição).Questionado sobre o repto que lhe foi lançado, na segunda-feira, por Malam Bacai Sanhá, candidato presidencial do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), para um debate público de esclarecimento sobre os projectos de cada um, Kumba Ialá manifestou-se disposto, mas aproveitou para lançar críticas ao seu adversário.
"Esse senhor do PAIGC não tem cultura académica para poder discutir a ciência política comigo e muito menos outras áreas de formação cultural. Desafio-o para um debate, não de 30 minutos, mas sim de cinco horas, onde vamos abordar todos os temas da vida politica, porque vamos dirigir homens com várias formações políticas e culturais de uma Nação", precisou.Kumba Ialá voltou a manifestar a convicção de que vencerá as próximas presidenciais, prometendo mesmo uma "maioria mais do que qualificada" caso o processo decorra com "transparência", a começar pelo recenseamento "real e efectivo" dos potenciais eleitores. O ex-chefe de Estado deu estas indicações à Lusa momentos após se ter recenseado numa das mesas no bairro de M’Pantcha, zona tida como bastião do PRS, partido fundado por Kumba Ialá em 1992.
Em relação ao antigo presidente guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, exilado em Portugal desde 1999, Kumba Ialá afirmou que não coloca nenhuma "objecção" ao seu regresso ao país, mesmo que seja para concorrer às próximas presidenciais. "Porque não? É uma aspiração legítima de um cidadão da Guiné-Bissau. Está livre de o fazer se for essa a vontade dele. Mas, do meu ponto de vista, penso que ele é um homem já de idade (66 anos). Penso que não deve estar disposto a concorrer com os seus filhos e netos", sublinhou. Kumba Ialá considerou ainda que "Nino" Vieira tem o seu nome registado nas páginas da história recente da Guiné-Bissau, por ter proclamado a independência (1973) e vencido as primeiras eleições presidenciais multipartidárias no país, em 1994. Para Kumba, que considera quaisquer outros candidatos como "aprendizes de política", "Nino" Vieira é o único adversário no cenário guineense com argumentos suficientes para lhe fazer frente num embate eleitoral.
Lusa/MB/NV

segunda-feira, 28 de Março de 2005

Assim não, RTP-África!

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PRÉ-CANDIDATURA DE ANTÓNIO JOSÉ ALY RODRIGUES DA SILVA
COMUNICADO
Cópia do E-mail enviado à RTP-África (africa@rtp.pt)
A RTP-África está a prestar um mau serviço às eleições presidenciais de 19 de Junho na Guiné-Bissau, aos cidadãos guineenses e à própria Guiné-Bissau. No seu Repórter RTP de hoje, 28 de Março, falou das eleições presidencias e citou - de entre os possíveis candidatos - apenas 'Nino' Vieira.
Ora, o próprio jornalista autor da reportagem, Ássimo Baldé, sabe que António José Aly Rodrigues da Silva também se candidatará às eleições. De resto, é o único com um sítio próprio de pré-candidatura, a funcionar desde o dia 6 do corrente.
Esta pré-candidatura já foi citada em inúmeros meios de comunicação (quer portugueses, quer de outros países) e não se entende como é que a RTP-África pode subestimar um pré-candidato em detrimento de outro em igualdade de circunstâncias.
Para o bem da verdade e, sobretudo, da imparcialidade, desafia-se aqui a televisão estatal portuguesa a mudar o seu rumo de informação, no sentido de proporcionar a todos os cidadãos guineenses espalhados pelos quatro cantos do mundo, a verdadeira informação.
Pela Guiné-Bissau,
António José Aly Rodrigues da Silva
posted by António Aly Silva at 19:13

domingo, 27 de Março de 2005

Separados à nascença?

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Quer saber mais?

sábado, 26 de Março de 2005

Quem é Manuel Macedo, o "amigo" de 'Nino' Vieira?

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Manuel Macedo foi um operacional da ex-rede bombista de extrema-deireita MDLP-ELP, numa altura em que o TENI intensifica a chacina do povo maubere (Timor Oriental), e a despeito do contencioso diplomático que opõe o ex-colonizador acabrunhado à potência invasora, funda, de forma algo provocatória, a caricatural Associação de Amizade Portugal-Indonésia...
Rosto da Associação de Amizade Portugal-Indonésia, alardeava na lapela um crachat com a bandeira daquele país e, contrariando o boicote económico instituído por Portugal, importa algodão indonésio para a sua unidade fabril.Nada parco em declarações de choque, sublinha não acreditar na autonomia de Timor-Leste. Inclusive, revela intrincados lances de bastidores entre o triângulo Portugal, Resistência timorense e o poder de Jacarta, por quem vai terçando armas. Nesse período, é referenciado como espião ao serviço do presidente Suharto e de Ali Alatas, ministro dos Negócios Estrangeiros.O massacre «foi um acidente», comentou em Agosto de 1993. Na sua óptica, os direitos humanos em Timor-Leste não eram letra-morta. Há cinco anos, em plena estrada, agride uma equipa da RTP, cena transmitida pelo canal. Um subinspector da PJ queixou-se do mesmo tratamento.
O fio comercial orienta a sua acção e daí pretender tecer negócios entre a Indonésia, os PALOP (Guiné-Bissau, na altura 'de' Nino Vieira) e Timor-Leste, na mira de exportar vinho do Dão e conservas de peixe para Díli, a par da instalação de duas fábricas de têxteis. As convicções pró-indonésias de Manuel Macedo não se deixam abater após o massacre de Santa Cruz. Para ele, o regime de Suharto «é uma democracia».
Ser preso e suspeito da prática dos crimes de burla e associação criminosa com importação ilegal de automóveis, não é mais do que uma pequena etapa no percurso de um homem que direccionou a sua vida sempre à margem da tranquilidade e das leis. A postura temperamental haveria de projectar o empresário nortenho para a ribalta das personagens misteriosas, dando a sensação de não dizer tudo o que sabe, ou saber menos do que aquilo que diz. Acidentada, a sua vida reúne contornos bombásticos que o próprio se compraz em deflagrar.
Começou por ser peça importante no Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP) liderado pelo então general Spínola. Atribuíram-lhe a preparação de 11 atentados sob as ordens do industrial Joaquim Ferreira Torres, irmão do actual presidente da Câmara de Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres. E assim vai o mundo...
António José Aly Rodrigues da Silva

Guiné-Bissau, sempre Guiné-Bissau

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quinta-feira, 24 de Março de 2005

Novo edifício da ANP já foi entregue

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O presidente guineense recebeu oficialmente esta quarta-feira as chaves do novo edifício da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento), construído de raiz pela cooperação chinesa em pleno centro da capital guineense, junto ao mercado do Bandim. Numa área de 13 mil metros quadrados, com um bloco central e dois pavilhões anexos, 84 gabinetes e um amplo salão de conferências com 209 lugares sentados, o novo edifício passará a ser de hoje em diante um "ex-libris" da capital guineense.
O imóvel, cuja construção começou em Dezembro de 2003 e orçou em cerca de seis milhões de dólares (4,61 milhões de euros), oferece ainda aos parlamentares guineenses apetrechos técnicos como um sistema de votação electrónica por cada mesa, microfone para cada deputado e câmaras de vigilância em todo o edifício. Denominado "Palácio Colinas de Boé", em homenagem à localidade onde foi proclamado a independência unilateral do país, a 24 de Setembro de 1973, o novo edifício conta ainda com serviços de cozinha e um grupo de geradores próprio.

A cooperação chinesa entregou o imóvel ao Estado guineense, que, por sua vez, vai remetê-lo ao Parlamento, que deverá começar a utilizar em pleno as novas instalações na próxima sessão legislativa, ainda sem data marcada. Durante um ano, o edifício será gerido e mantido limpo pelos técnicos da empresa chinesa executora da obra, a "Jangsu", garantiu o ministro das Obras Públicas guineense. Segundo Domingos Simões Pereira, a empresa "Jangsu" cumpriu com todos os requisitos acordados entre os governos chinês e guineense aquando da adjudicação do contrato para a construção do novo edifício.

Por essa razão, Domingos Simões Pereira pediu que fosse dedicada uma "saudação especial" ao engenheiro-chefe da obra, Cha Bao Ling, que, presente no acto, não escondia a sua satisfação pelo gesto. Por seu turno, o embaixador chinês em Bissau, Tian Guang Feng, destacou que o seu governo apreciou a posição das autoridades guineenses de terem mantido a decisão de considerar a China "uma nação única", aludindo às ambiguidades que rodearam as relações entre Bissau e Taiwan durante a década de 90.

O diplomata chinês frisou que o seu país continuará a apoiar a Guiné-Bissau, anunciando outros projectos em forja, nomeadamente a construção de residências para os oficiais do exército, a recuperação de todos os aquartelamentos do país, a construção do Palácio do Governo e a reabilitação do Hospital Regional de Canchungo, 60 quilómetros a norte de Bissau.
Usando da palavra momentos após ter recebido as chaves do imóvel das mãos do embaixador chinês, o presidente guineense afirmou que o acto de hoje fica registado "nos anais da história de amizade" entre a República Popular da China e a Guiné-Bissau.

Henrique Rosa, cujo nome está gravado numa lápide na entrada do edifício, lembrou que as relações entre a China e a Guiné-Bissau vieram do período da luta armada pela independência da antiga colónia portuguesa. Projectando o futuro e dirigindo-se aos deputados, Henrique Rosa manifestou-se convicto de que o novo edifício trará um "estímulo" à classe politica no Parlamento. "Esperamos que esta casa sirva de local privilegiado de diálogo entre os guineenses, de construção de consensos, símbolo da paz, da fraternidade, da tranquilidade e da sabedoria", pediu Henrique Rosa.

A cerimónia de entrega das chaves do novo edifício do Parlamento foi um acontecimento que juntou políticos de todos os quadrantes, elementos do governo, do poder judicial, corpo diplomático e centenas de populares. No meio da euforia que reinava no espaço, denotou-se alguma desorganização protocolar, pois, quando foi dado sinal para a entrada no imóvel, gerou-se grande "confusão" com empurrões entre deputados, ministros, embaixadores, jornalistas, corpo de segurança do presidente da República e curiosos.

A "confusão" por pouco não acabaria com estragos nos vidros das portas laterais que dão acesso ao edifício, tendo a situação sido saneada apenas com a intervenção dos elementos das Brigadas de Intervenção Rápida (BIR). Na actual legislatura, iniciada a 07 de Maio de 2004, o Parlamento guineense conta com 102 deputados, embora faltem eleger ainda dois - um pelo círculo "Resto de África" e outro pelo da "Europa".

Nas eleições legislativas de Março de 2004, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder) elegeu 45 deputados, seguido pelos partidos da Renovação Social (PRS), com 35, e Unido Social-Democrata (PUSD), com 17. Duas coligações elegeram os restantes três parlamentares - a União Eleitoral (UE) tem dois e a Aliança Popular Unida (APU) um.

quarta-feira, 23 de Março de 2005

Não sei se vou!

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O Rock in Rio vai trazer de novo o maior festival de música do mundo a Portugal: realiza-se em Lisboa, nos dias 27 e 28 de Maio, 2, 3 e 4 de Junho de 2006, datas que coincidem com o último fim-de-semana de Maio e o primeiro de Junho. O magnífico Parque da Bela Vista vai, novamente, transformar-se na Cidade do Rock.

Carta de Lisboa

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Foto: (c)AAS/2005

Caro Aly Silva,

Embora seja português, gosto muito da Guiné-Bissau e do seu povo e acompanho com muita atenção tudo o que se passa naquele belo país da África Ocidental. Depois de tanta agitação política é com muita expectativa que aguardo o desenrolar desta fase de pré-campanha eleitoral para a Presidência da República. Partilho das suas preocupações relativamente a este período e temo que com a sua partida para Bissau, deixem de estar disponíveis os contributos que o Aly aqui deixa no seu Blogue. Desejo-lhe as maiores felicidades no seu combate pela Guiné-Bissau.
Fernando Costa
NR - Caro Fernando, agradeço e retribuo os votos de felicidades. O blog, entretanto, não vai parar por aqui. Um abraço amigo, Aly Silva

terça-feira, 22 de Março de 2005

Dá que pensar, não dá?

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Mais de quatro mil crianças morrem todos os dias por falta de água potável ou saneamento, segundo um relatório da Unicef divulgado por ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala hoje. Em todo o mundo existem ainda cerca de 400 milhões de crianças, um quinto da população infantil mundial, que não dispõem do mínimo de água potável necessário para viver.
O relatório "Situação Mundial da Infância 2005" indica que cada criança necessita de um mínimo diário de 20 litros de água (cerca de dois baldes), para beber, lavar as mãos da sujidade portadora de micróbios e preparar uma refeição simples. Mais de 20 por cento das crianças dos países em desenvolvimento sofrem "graves" privações de água e vivem em locais onde para chegar à fonte de água potável mais próxima é preciso caminhar mais de 15 minutos.
Estas privações são responsáveis por 1,6 milhões dos 11 milhões de mortes de crianças todos os anos, ou seja 4.381 crianças por dia. O ano de 2005 marca o início da Década Internacional da acção "Água para a Vida", uma iniciativa internacional para fazer chegar água potável e saneamento às casas e escolas de todo o mundo.

Parabéns, filho

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Este é o Guilherme Aly, meu filho, que hoje completou 4 anos de vida. O teu pai deseja-te muitas felicidades e muitos e bons anos de vida neste mundo.

Aconteceu em Nova Iorque...

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A pré-candidatura de António Aly Silva conseguiu uma foto, tirada na sede da ONU, em Nova Iorque, aquando do discurso de Kumba Yalá. Terá caído um raio? E os danos, alguém sabe? Para já, uma certeza: ele saiu como entrou para Presidente da República: apoiado pelo povo. Viva o Povo.

Outras contribuições

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Esta fotografia foi tirada em Portugal, certamente numa base militar (muito possivelmente da Força Aérea Portuguesa) há vários anos, numa visita/missão de altos funcionários do Ministério da Defesa da Guiné-Bissau. Da esquerda para a direita (refiro-me apenas à missão guineense, visto desconhecer a identidade dos membros da missão portuguesa): Afonso Té, José Nancassa e Sandji Fati (altos oficias do Exército), e Carlos Alberto Rodrigues da Silva, o Pai deste vosso quase candidato, na qualidade de Director dos Serviços Administrativos do referido ministério. Vexas. perdoar-me-ão, mas para mim é um orgulho deste tamanho.

À atenção de Bacai Sanha e demais candidatos

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segunda-feira, 21 de Março de 2005

Malam Bacai Sanha é o candidato do PAIGC

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O antigo presidente interino guineense Malam Bacai Sanhá será o candidato do partido no governo na Guiné-Bissau (PAIGC) às eleições presidenciais marcadas para 19 de Junho próximo. A escolha de Bacai Sanhá foi decidida na última madrugada, após uma série de reuniões dos órgãos internos do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, nomeadamente do "Bureau" Político e do Comité Central.

Bacai Sanhá ganhou a votos a duas outras candidaturas, de Luís Oliveira Sanca, antigo ministro do Comércio e do Interior, e Francisco Benante, actual presidente do parlamento. Antigo presidente da Assembleia Nacional e ex-chefe de Estado interino durante a vigência do Governo de Unidade Nacional (GUN), entre Maio de 1999 a Janeiro de 2000, quando foi eleito Kumba Ialá.

Nessas eleições Bacai Sanhá foi o segundo candidato mais votado, tendo obtido 28 por cento dos sufrágios, atrás de Kumba Ialá, que somou 72 por cento dos votos. Para a escolha de Bacai Sanhá contou a sua postura e experiência política moderada, mas também a aposta pessoal do líder do partido e primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. No passado dia 8 de Março, Gomes Júnior retirou-se da candidatura à presidência do país, alegando compromissos com o país e com a comunidade internacional, deixando em aberto a possibilidade de apoiar "um candidato forte".

sábado, 19 de Março de 2005

Eleições a 19 de Junho

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As eleições presidenciais na Guiné- Bissau terão lugar a 19 de Junho, foi anunciado depois de uma reunião em que participaram o Presidente interino, governo, partidos políticos, militares e elementos da sociedade civil. O anúncio da data das presidenciais foi feito à imprensa pela líder do Fórum Cívico Guineense-Social Democracia (FCG-SD), Antonieta Rosa Gomes, enquanto porta-voz dos partidos presentes na reunião.Fonte da Presidência da República adiantou à Agência Lusa que o Presidente interino, Henrique Rosa, oficializará a data das eleições no início da próxima semana, através de um decreto presidencial.
A escolha da data de 19 de Junho não foi fácil, uma vez que a reunião durou cerca de 10 horas, com alguns partidos a insistirem na manutenção do estipulado na Carta de Transição Política (CTP, mini- Constituição), que previa a realização do escrutínio no mês de Maio."Não foi fácil alcançar a unanimidade mas acabámos por atingir um consenso. Temos que ter em conta os interesses superiores do país. Todos nós sabemos que a comunidade internacional está à espera da realização dessas eleições para libertar fundos de apoio ao investimento", sustentou Antonieta Rosa Gomes.
"E uma vez que a CTP não vai ser respeitada no tocante à data de eleições, os signatários do documento assinaram uma adenda que vai reger o período extra da transição, indicou à Lusa Antonieta Rosa Gomes. A CTP é um documento assinado pelos 27 partidos guineenses, sociedade civil e o Comité Militar aquando do golpe de Estado que derrubou Kumba Ialá da presidência da República em Setembro de 2003. O documento previa o fim do período de transição aberto com o golpe de Estado com a tomada de posse de um novo presidente da República eleito democraticamente.
O Partido da Renovação Social (PRS, líder da oposição), a Resistência da Guiné-Bissau (RGB), a União Nacional para a Democracia e Progresso (UNDP) e o Movimento Democrático Guineense (MDG) não assinaram a adenda por não estarem de acordo com a alteração da CTP, disseram à Lusa fontes próximas do processo.Estas quatro forças políticas distanciaram-se dos restantes 20 partidos que assistiram à reunião, com o secretário-geral do PRS a anunciar que não está mandatado pelo seu partido para rubricar o documento, acrescentaram as mesmas fontes.
No entanto, Artur Sanhá garantiu à imprensa que o seu partido poderá vir a assinar a adenda à CTP logo que o assunto seja debatido nos órgãos próprios.Questionado sobre a longa duração da reunião, anunciada como sendo "pacífica e breve", a porta-voz dos partidos políticos afirmou que "de facto, não foi fácil chegar-se à unanimidade". Uma fonte partidária disse à agência Lusa que a posição do Comité Militar (protagonista do golpe de estado que derrubou Kumba Ialá) acabou por ser decisiva para o "entendimento" entre os partidos que debatiam as diferentes datas para o escrutínio.
A mesma fonte disse à Lusa que a reunião "entrou nos carris" quando o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) anunciou aos presentes na reunião que os militares estavam de acordo que as eleições se realizassem mesmo no mês de Junho. De seguida o general Tagmé Na Waié pediu licença ao presidente da República interino, Henrique Rosa, que presidiu à reunião, para sair da sala devido a compromissos no quartel, precisou a fonte.No que restou da reunião, os presentes, sobretudo os partidos políticos, mostraram-se inclinados a admitir a realização do escrutínio no mês de Junho, deixando cair as propostas que apontavam o mês de Maio ou o mês de Novembro, acrescentou a fonte.
Esta reuniãofoi a terceira do género entre os signatários da CTP, uma vez que nas duas últimas não houve consensos em relação à data das presidenciais.O presidente da República interino, Henrique Rosa, tem agora até ao próximo dia 22 para anunciar ao país, através de decreto presidencial, a data do escrutínio, de forma a respeitar os 90 dias que devem mediar o dia da votação.

FONTE: Agência Lusa/Bissau

sexta-feira, 18 de Março de 2005

Gosta-se e pronto

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Mais destas? Aqui

X-Klub remodela imagem

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Fontes fidedignas garantem que este é o novo logotipo desta casa. Uau! Parabéns.

terça-feira, 15 de Março de 2005

Um bom conselho

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Guineenses de todas as cores, UNI-VOS

Pré-campanha nos carris

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Hoje, 15 de Março, António José Aly Rodrigues da Silva deu uma entrevista à RFI. Um apontamento a não perder.

Está tudo aqui

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Vamor fazer HISTÓRIA! Vamos mudar a Guiné-Bissau!

sábado, 12 de Março de 2005

Manifesto de pré-candidatura

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O povo da República da Guiné-Bissau, será chamado às urnas ainda este ano para escolher um Presidente da República, eleito democraticamente e pelo voto de todos os cidadãos da Guiné-Bissau. Neste momento da vida do país - em que se defrontam todos os contrastes; a riqueza e a pobreza, a opulência, a miséria cultural e a barbárie, a inteligência e a estupidez, o amor e o ódio, o altruísmo e o egoísmo, a paz e a guerra, a virtude e a imoralidade, a esperança e o desespero – há, contudo, três coisas que a mulher e o homem guineenses exigem constantemente: A paz, o pão e a liberdade.
Efectivamente, para os guineenses, já não restam dúvidas de que os protagonistas dos vários regimes políticos que comandaram este país durante 31 anos, tiveram tempo de mostrarem o que valem, tendo-o feito pela negativa. Assim, urge, democraticamente, dar-lhes um combate sem precedentes, combate esse baseado na tolerância e numa nova esperança que paute pelo respeito e observância dos direitos humanos (a violência e a violação dos direitos humanos foi sempre uma prática costumeira desses regimes).
Este combate contra o clientelismo político estabelecido e contra a corrupção instituída, tem objectivos claros: devolver ao povo guineense a dignidade e e a autoconfiança merecidas e rumar para o desenvolvimento. Neste contexto é minha profunda convicção de que é preciso fazer algo pela Guiné-Bissau e pelos guineenses, independentemente da sua raça, etnia ou crença.
Há 31 anos que assistimos e consentimos ao constante adiamento de um direito universalmente consagrado – o direito de um povo e a sua vontade sobre o modelo de sociedade que pretende instituir. É minha convicção de que os guineenses, movidos pela sua inabalável vontade de proceder a uma alternância política, seja imperioso cerrarem fileiras contra esta estirpe perniciosa, à qual não é senão uma combinação do absurdo e do ridículo, que levou a Guiné-Bissau aos piores lugares do ranking mundial em termos de desenvolvimento humano, não obstante serem de todos conhecidos as enormes potencialidades do país.
Por esta razão, e declarando o meu vivo repúdio a este estado de coisas, pelos quais, aliás, declaro estar consciente e disposto a dar a vida, se torna necessário bater-se com vista a tornar realidade a nova causa guineense. Interpretando fielmente a sentir e o pulsar da maioria dos guineenses e escolher entre viver na miséria, na desgraça e na humilhação, preferi a luta por ideais em que acredito.
Agradecendo de antemão todos os apoios, deixo aqui registado a minha garantia antecipada de que o vosso gesto afigura-se importante para a Pátria guineense, conquanto possa contribuir e traduzir-se gradativamente no penhor seguro de uma necessária vitória do meu projecto nas eleições presidenciais que se avizinham e na luta pela materialização na Guiné-Bissau dos mais profundos anseios do povo guineense.

Pela Guiné-Bissau, por todos os Guineenses e pelo Progresso da Guiné-Bissau.
Feliz Ano Novo de 2005
Viva a República da Guiné-Bissau
António José Aly Rodrigues da Silva

Blogue de pré-candidatura

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Caras(os) amigas(os)

A partir de hoje, Sábado, 12 de Março de 2005, lança-se oficialmente o blogue de
pré-candidatura de
ANTÓNIO JOSÉ ALY RODRIGUES DA SILVA
O primeiro sinal, rumo às eleições para Presidente da República da Guiné-Bissau.

Junte-se a mim e vamos lutar pela felicidade e pelo desenvolvimento do nosso país
Viva a República da Guiné-Bissau

quinta-feira, 10 de Março de 2005

Guiné-Bissau 2005/2010: Vai uma goleada?

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quarta-feira, 9 de Março de 2005

VERGONHA

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Image hosted by Photobucket.com MALAM BACAI SANHA deu uma entrevista ao semanário português «O Independente», em 24 de Março de 2000, acusando Koumba Yalá e deixando cair o capote. Divirta-se com a parte sombreada a cinza...
Você votaria nele?

Notícia Telegráfica

Está em preparação stop um blogue sobre stop a candidatura de António Aly Silva stop às eleições para stop Presidente da República da Guiné-Bissau stop
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segunda-feira, 7 de Março de 2005

Perdidos na Guiné-Bissau

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...E ainda a fábrica de camisas «BAMBI», a montagem de automóveis N'haie (Citroen); a fábrica de leite BLUFO, o Complexo Industrial de «Bolola», a SEMAPESCA, a ESTRELA DO MAR, a DICOL...
Onde estão? Como aconteceu? Quem foi responsabilizado?
VOCÊ VOTARÁ NELES DE NOVO???

Guiné-Bissau 2005/2010 - Ao guineense menos atento

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FAUSTINO IMBALI: Você votaria nele?
LEMBRA-SE DO CASO DOS 2 MILHÕES DE DÓLARES
OFERECIDOS PELA NIGÉRIA EM 2002?

O investigador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), Faustino Imbali, foi acusado em 2001 e 2002 pelo então Presidente de ter desviado, dois milhões de dólares e que o seu Governo devia justificar 800 milhões de Fcfa.
NÓS RECORDAMO-LO:
Faustino Imbali foi candidato à Presidência da República em 1999 e o terceiro lugar que conquistou aliado ao apoio que deu a Koumba Yalá na segunda volta, valeu-lhe o lugar no Governo de Caetano N´Tchamá, ocupando o lugar de vice-primeiro-ministro, responsável para a área económica, e posteriormente ministro dos Negócios estrangeiros. Com a queda de Caetano N´Tchamá, Faustino Imbali foi nomeado primeiro-ministro. Logo no primeiro mês, mandou fazer auditoria a contas do Estado. Na mesma auditoria concluiu que desapareceram dos cofres do Estado cerca de 800 milhões de Fcfa. Na altura o primeiro-ministro prometeu que tal desfalque devia ser esclarecido, e alguns recebedores do Ministério das Finanças foram mesmo parar à prisão. Mas a verdade é que ninguém justificou nada. O assunto pareceu mais sério, quando Koumba Yalá deslocou-se ao Ministério das Finanças - na ausência do ministro - e ameaçou despedir todos funcionários caso não justificassem o destino de milhões que têm desaparecido dos cofres do Estado.
Disse mesmo: “Se o dinheiro não for devolvido vou mandar 90% dos funcionários do Ministério das Finanças para a rua. Algumas pessoas vão ter que desaparecer deste Ministério infalivelmente. O país já está farto de ouvir desvios nas finanças”. Antes de abandonar o Ministério, Koumba Yalá deixou outro aviso: se o dinheiro não for justificado em 15 dias, o ministro das Finanças e o Primeiro-ministro seriam demitidos. A ameaça de Koumba Yalá fez com que Faustino Imbali fosse chamado ao Parlamento, onde demonstrou que aquilo que Koumba disse não aconteceu no seu mandato. O Presidente insistiu, mas a questão não chegou ao Tribunal, embora o Ministério Público tenha instaurado o processo. Passados alguns meses FAUSTINO IMBALI foi demitido alegadamente por ter utilizado de forma ilegal cerca de dois milhões de dólares que a república da Nigéria ofereceu a Guiné-Bissau. Koumba yalá chegou mesmoa acusar Imbali de corrupto...
Esta lembrança é para o guineense menos atento, que vai VOTAR nas eleições para a Presidência da República da Guiné-Bissau.

sábado, 5 de Março de 2005

Com grandes homens

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Ao serviço da Pátria

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Serviço militar cumprido em 1987, no
Batalhão de Infantaria Mecanizada de Gabú
(Leste da Guiné-Bissau).

Não bato + em cadáveres...



FRANCISCO FADUL: Você votaria nele?

Mas, o que diz mesmo o post por baixo da fotografia de Francisco Fadul? Isto:

Damos uma ajudinha...

PS – “Se não lhe respondi antes, foi porque só hoje recebi a sua comunicação. Esta, vou remeter-lha amanhã, Sexta-feira, dia 18. Espero que tenha um bom fim-de-semana pois eu vou fazer por isso e em Bissorã, na minha casa, com os meus carros, o meu bar, a minha loja (desta, o senhor não sabia ou não falou no seus votos) e a minha família – tanta coisa, enfim. Mas a bicicleta de ginásio e a de rodas (é que tenho duas e só para ginástica, além da da minha esposa), essas, ficam em Bissau. Bom fim-de-semana.”

- Ó Dr. CHICO, então isto faz-se?!
FRANCISCO, se não gostares desta crónica, então – chapéu! Basta dobrar a página em quatro e depois...

Lusófono já avisava...



MALAM BACAI SANHA: Você votaria nele?
Nostradamus? Qual quê...Por conhecer os políticos guineenses, por saber o quão manhosos têm sido é que, em em Fevereiro de 2003, na sua edição Nº. 31, o jornal Lusófono - dirigido por mim, António Aly Silva-, já profeciava aquilo que agora se confirma: Malam Bacai Sanha vai candidatar-se à Presidência da República da Guiné-Bissau. Lá nos encontraremos... será uma espécie de Modernismo contra a Ortodoxia...

sexta-feira, 4 de Março de 2005

O poder cruza-se...


Esta imagem faz parte do passado profissional deste «blogger». A fotografia foi captada na pista do aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, aquando da inauguração do terminal de passageiros (área de partidas). Da esquerda para a direita: Dr. Fernando Brito, da Sociedade de Gestão do Aeroporto de Bissau - SGAB (Grupo Mirpuri Holding's); Dr. Filomeno Lobo de Pina, Ministro de Estado, da Presidência do Conselho de Ministros, dos Assuntos Parlamentares e da Comunicação Social, e António Aly Silva, na qualidade de director do Gabinete de Relações Públicas da SGAB. Saudosismo? Podem crer. E orgulho também. Valeu!

Agagaçados



Na Guiné, anda muita gente - e com razão - agagaçada e com medo de que o antigo presidente 'Nino' Vieira regresse ao país. Bom, como eu não tenho medo de nada, nem de ninguém e muito menos as costas a arder, digo solenemente:
Eu quero o 'Nino' e o Kumba, nas eleições (se e quando houver...).
Para mim, um adversário - mesmo num jogo de berlindes - serve para ser derrotado e, se possível, com uma goleada das antigas. Vale tudo, menos MATAR. Muitos dos candidatos a candidatos sabem muito bem que a procissão ainda vai no adro...
No Público de hoje, vem uma notícia sobre o assassinato, em 1993, do português Jorge Quadros. Esta notícia, porém, nada tem de novo. Eu mesmo, em 1999, no semanário O Independente, escrevi, em exclusivo, esta história (Amine Saad incluído, blá, blá, blá...). A imagem acima foi a capa dessa edição, que, de resto, ganhou um prémio nos EUA. Assim, não!

quinta-feira, 3 de Março de 2005

Indignação e Bur(R)ocracia

António José Aly Rodrigues da Silva
O Indignado

quarta-feira, 2 de Março de 2005

GUINÉ-BISSAU 2005/2010 - O ano de todos os combates

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...Combater o ANALFABETISMO
com 100 novas ESCOLAS em todo o País

...Construir um HOSPITAL CENTRAL
em cada REGIÃO

CONFIANÇA e SANGUE NOVO

DJITU TEM KU TEM

África aos olhos de quem a conhece



Antigo colaborador do jornal Lusófono, Eugénio Costa Almeida volta à carga com ÁFRICA Trajectos Políticos, Religiosos e Culturais. O livro aborda uma temática vasta e controversa e assume-se como um meio de informação essencial para quem se interessa sobre o continente africano; os factos e a sequência com que são apresentados oferecem ao leitor a possibilidade de tecer conclusões ou formular princípios justificadores da actualidade africana. Numa época de excesso de estímulos, a selectividade da informação torna-se essencial para o aprofundamento do que nos interessa. Este livro pretende servir quem tem África como referência de afecto, de estudo ou ambas. O livro inclui ainda um texto introdutório do Professor António de Sousa Lara. O autor, Eugénio Costa Almeida, licenciado e mestre em Relações Internacionais é doutorando em Ciências Sociais. O livro está à venda por 14,75 Euros. Mais informações podem ser solicitadas à Autonomia 27

terça-feira, 1 de Março de 2005

Com a alma em sangue*



Um grito pela liberdade e pelo desenvolvimento


O ano de 2005 já cá canta. Estamos todos de parabéns. Este é o ano em que nós, os guineenses, devemos trocar a idade do armário em que nos vimos enfiado, e ultrapassar a barreira da puberdade. Ao guineense, é com a alma em sangue que peço: Pense. Confesse. Já nenhum de nós tem idade para andar de skate. É altura de trocar o T-1 por uma casa, reclamar uma camisa no lugar de uma T-shirt e, por tabela, exigir um Estado sério, credível, respeitado. Grande. Crescido. Como nós.
Pense. Como é que um país com trinta e um anos de independência, com tanta história de mestria e valentia; como é que este país que lutou pela sua independência e de mais quatro (!) países atirou a toalha ao chão? Este país é coisa pouca para alguém? Seja. Mas é nosso. Pode até ser uma coisa pouca, uma luz qualquer. Chega-nos. Deslumbra-nos. A Guiné-Bissau podia, hoje, ser um gigante entre gigantes mas nunca deixaram-na ter essa medida, esse sentido de proporção, a mínima mercê. E, no entanto, a Guiné-Bissau continua brilhante como se a noite não existisse. Do que nos vale uma Nação sem nacionalismos? Que tal é a sensação desta alma colectiva que se desalma diariamente; esta idade sem qualidade, este tempo dessincronizado com a nossa natureza, onde já não há herói, figura, exemplo, esperança que nos empolgue ou nos sirva?
Pense. A Guiné-Bissau é o país do universo africano que fala o português que, proporcionalmente, tem melhores e mais quadros nos organismos internacionais. E se não regressam é porque aqui tudo é muito previsível e, normalmente, o que acontece é quase sempre mau. Verdade seja dita, raras vezes se registam acontecimentos que indiciam novos tempos. Por mais que os ventos soprem. A Guiné-Bissau tornou-se como aquele mistério que pensamos saber e a perfeição que sabemos não conseguir. É este o mistério perfeito da realidade, o sonho sem amanhã, o desejo sem desperdício, a ideia de uma Nação, o coração de um povo. É verdade.
Confesse. A nossa geração – aquela que não está gasta – tem valores que importa preservar, e uma responsabilidade de proporções bíblicas, que é a de criar uma sociedade em que não se registe a exploração do homem pelo homem ou humilhantes discriminações em relação à mulher. A realidade actual do mundo impõe-nos outra reflexão, e outra intervenção. Um País é um País e é assim, País, que deveria ser. Por tudo isto, repito-me: encaro este ano de 2005 como uma praça de touros em que o forcado é o povo: o resultado da pega é normalmente imprevisível…
António José Aly Rodrigues da Silva
*Este artigo foi publicado no 'Diário de Bissau', em Fevereiro de 2005